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Uma homenagem ao maior jornalista e blogueiro de Tapera.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
A LINGUA PORTUGUESA E SUAS ARMADILHAS INDESEJÁVEIS!

É claro que escrever errado não é aconselhável não é mesmo! Principalmente por quem tem o hábito de escrever. Por vezes cometemos pequenas gafes que só mais tarde a gente nota que praticou. No tempo de jornal então, acontecia com certa freqüência. Fazia o texto, revisava, achava que estava tudo dentro dos conformes, e quando pegava o jornal a primeira coisa era achar o erro ou a gafe.

Aqui mesmo, por vezes cometo erros, equívocos e gafes. Mas o bom do blog é que você pode corrigir, a partir de sua própria observação ou de alguém que assim o faz para contribuir. Com exceção de alguns poucos engraçadinhos, que preferem tirar sarro e baixar o nível. É claro que a gente sabe fazer essa interpretação pelo tom do comentário.

Nestes dias andei em que andei recluso, aproveitei para ler alguma coisa diferente e me deparei com uma crônica de Rubem Braga, entre tantas outras de outros autores brasileiros.
Tem uma crônica dele entitulada “Nascer no Cairo, ser fêmea de cumpim”, por exemplo que é especial, para dar sequência a este comentário. Prefiro transcrever a crônica na íntegra. Ei-la!

Conhece o vocábulo de escardichar? Qual o feminino de cumpim: Qual o antônimo de póstumo? Como se chama o natura do Cairo?
O leitor que responder “não sei” a todas estas perguntas não passará provavelmente em nenhuma prova de Português de nenhum concurso oficial. Mas se isso pode servir de algum consolo à sua ignorância, receberá um abraço de felicitações deste modesto cronista, seu semelhante, seu irmão.
Porque a verdade é que eu também não sei. Você dirá, meu caro professor de Portuguê,s que eu não deveria confessar isso: que é uma vergonha para mim, que vivo de escrever, não conhecer o meu instrumento de trabalho, que é a língua.
Concordo. Confesso que escrevo de palpite, como outras pessoas tocam piano de ouvido. De vez em quando um leitor culto se irrita comigo e manda um recorte de crônica anotado, apontando erros de Português. Um deles chegou ame passar um telegrama, felicitando-me por que não encontrara, na minha crônica daquele dia, um só erro de Português; acrescentava que eu produzira uma “página de bom vernáculo, exemplar”. Tive vontade de responder: “Mera coincidência” – mas não o fiz para não entristecer o homem.
Espero que uma velhice tranqüila – no hospital ou na cadeia, com seus longos ócios – me permita um dia, estudar com toda calma a nossa língua, e me penitenciar dos abusos que tenho praticado contra a sua pulcritude. (Sabem qual o superlativo de pulcro? Isto eu sei por acaso: pulquérrimo! Mas não é desaminador saber uma coisas dessas? Que me aconteceria se eu dissesse a uma bela dama: a senhora é pulquérrima? Eu poderia me queixar se seu marido me descesse a mão?)
Alguém já me escreveu também – que sou um escoteiro ao contrário. “cada dia você parece que tem de praticar a sua má ação – contra a língua”. Mas acho que isso é exagero.
Como também é exagero saber o que quer dizer escardichar. Já estou mais perto dos cincoenta que dos quarenta; vivo do meu trabalho quase sempre honrado, gozo de boa saúde e estou até gordo demais, pensando em meter um regime no organismo – e nunca soube o que fosse escardichar. Espero que nunca, na minha vida, tenha escardichado ninguém; se o fiz, mereço desculpas, pois nunca tive essa intenção.
Vários problemas e algumas mulheres já me tiraram o sonho, não o feminino de cupim. Morrerei sem saber isso. E o pior é que não quero saber: se nego-me terminantemente a saber, e, se o senhor é um desses cavalheiros que sabem qual é o feminino de cumpim, tenha a bondade de não me cumprimentar.
Por que exigir essas coisas dos candidatos aos nossos cargos públicos? Por que fazer do estudo da língua portuguesa uma série de alçapões e adivinhas como essas histórias que uma conta pra “pegar” as outras? O habitante do Cairo pode ser um cairense, cairel, caireta, cairota ou ainda cairiri – e uma única utilidade de saber qual a palavra certa será decifrar um problema de palavras cruzadas.
No fundo o que esse tipo de gramático deseja é tornar a língua portuguesa odiosa; não alguma coisa através da qual as pessoas se entendam, mas um instrumento de suplício e de opressão que ele, gramático, aplica sobre nós, os ignaros.

Mas a mim é que não me escardicham assim, sem mais nem menos: não sou fêmea de cumpim nem antônimo de póstumo nenhum: e sou cachoirense, de Cachoeiro, honradamente – de Cachoeiro de Itapemerim!

Postado por Leonardo Mayer as 21.2.10 e tem 13 comentarios
13 Comments:
Anonymous Anônimo disse...

mas o time do inter não é o maior e melhor do mundo!!??!!??!
q não tem time definido pq todos são excelentes!!
então como é q explicam essa derrota en casa??
ha, ano passado o gremio tb tinha 3 jogos em 5 dias!!
e olha o cakedo qe era o time do gremio, apesar q hj não ta muito diferente!
tudo o q envolve o inter, tem q por uma cosa em mente. Desçam do salto alto e parem d c acharem os melhores!!
pior q o time do inter, só os torcedores, q são todos doentes e fanaticos. é pra garrar uns 15 tipos d nojo desse povinho!!

21 de fevereiro de 2010 22:34  
Anonymous Anônimo disse...

Olha a faceirinha do gremista aí gente. Com isso não vão sofrer mais uma derrota no Grenal.
E tem mais uma: nesse ano a nossa prioridade é a libertadores e o brasileiro. Campeonato Gaúcho vamos deixar pra lá. Mas não contem como ovo lá não. O NH pode vir aqui e também complicar, assim como complicaram com os reservas do inter.

21 de fevereiro de 2010 22:43  
Anonymous Anônimo disse...

juntando os 2 comentarios acima = c inter tem plantel p/inumeras formações d time, como é q o comentario logo abaixo vem falar em prioridade de libertadores e brasileiro!!??
convenhamos!! isso so pode ser um colorado recalcado, ainda + em fção d ter perdido pelo NH e em casa!!
pupe-nos dessas desculpas!

22 de fevereiro de 2010 08:54  
Anonymous Anônimo disse...

opa. que bom. os gaymistas voltaram a falar em futebol. melhor assim pelo menos agora temos com quem discutir. antes não tinha mais graça.

22 de fevereiro de 2010 09:06  
Anonymous Anônimo disse...

Mas nao era o inter que tinha time A, B e C, um melhor q o outro? sao tudo gavola,agora q perderam pro NH mudo o discurso, boa foi a resposta do

22 de fevereiro de 2010 21:11  
Anonymous Anônimo disse...

Vem cá, quando o departamento de trânsito vai começar a agir em Tapera?
Na esquina da Rui Barbosa, de um lado o trambolhão do cachorrão impedindo a visão e do outro lado os ônibus dos estudantes param a menos de 30 mts da esquina.
O apelo ja foi feito em outra ocasião, todos os motoristas que passam ali maldizem o salário do funcionário que devia estar trabalhando e definitivamente não está.

22 de fevereiro de 2010 21:28  
Anonymous Anônimo disse...

21:28

Apoiado, basta uma olhada no horário dos onibus para ver que está uma bagunça aquela esquina.

22 de fevereiro de 2010 23:44  
Anonymous Anônimo disse...

Tem uma crônica mais ou menos com o mesmo tema: "Gigolô das palavras", do L.F.Veríssino, nem precisa dizer que é ótima também.
Abraço

23 de fevereiro de 2010 09:01  
Anonymous Anônimo disse...

A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?
´Luiz Fernando Veríssimo

23 de fevereiro de 2010 10:32  
Anonymous Anônimo disse...

Já começou com uma frase com erro:
É claro que escrever errado não é aconselhável não é mesmo!

Cadê a vígula? E não seria um ponto de interrogação no final?

23 de fevereiro de 2010 11:44  
Anonymous Anônimo disse...

precisa acontecer alguma desgraça para a fiscalizaçao do trãnsito tomar provid~encias em relaçao ao cachorrao da praça em frente a igreja? mas porque nao deixaram onde estava? pois o hot dog do paulinho ainda continua no mesmo lugar... daqui uns dias eu também vou colocar meu negocio para funcionar ... mas vai ser na frente do bazar maldaner...há há há!

23 de fevereiro de 2010 15:38  
Anonymous Anônimo disse...

Você certamente está se referindo ao RUBEM BRAGA, um dos melhores cronistas do mundo. O teu RUBENS PAIVA, pai do Marcelo, torturado e morto pela ditadura, era um dos melhores deputados do Brasil.

24 de fevereiro de 2010 18:22  
Blogger Leonardo Mayer disse...

Obrigado pela correção, que está feita! Valeu!

24 de fevereiro de 2010 19:18  

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